A terra do nevoeiro e do Nebbiolo
As colinas de Langhe no Piemonte produzem dois dos tintos mais reverenciados do mundo: Barolo e Barbaresco, ambos de Nebbiolo. O nome deriva de nebbia (nevoeiro) — as brumas outonais que envolvem os vinhedos. O Nebbiolo é tipicamente a última casta vindimada, muitas vezes em outubro.
Nebbiolo: a casta de mil faces
O Nebbiolo tem película fina — os vinhos são pálidos, de granada a laranja tijolo — mas produz taninos ferozes. O perfil aromático inclui cereja, pétalas de rosa, alcatrão e violeta na juventude, evoluindo para trufa, tabaco, couro e cânfora. A casta é extremamente sensível ao local.
Barolo DOCG e o sistema MGA
Barolo abrange 11 comunas com 181 vinhas nomeadas (MGA) codificadas em 2010. As comunas ocidentais (La Morra, Barolo) tendem à elegância; as orientais (Serralunga, Monforte) enfatizam potência e estrutura. Cannubi, Vigna Rionda, Brunate e Monprivato são MGAs de referência.
Barbaresco DOCG
Barbaresco tem 4 comunas e 66 MGAs. Estágio mínimo de 26 meses (vs. 38 do Barolo). Angelo Gaja elevou Barbaresco ao nível internacional. Produttori del Barbaresco é a melhor cooperativa de Itália, com nove Riservas de vinha única.
Tradicional vs. moderno e grandes produtores
As «Guerras do Barolo» opuseram maceração longa + botti grandes vs. maceração curta + barricas francesas. Hoje, a maioria converge num ponto médio. Giacomo Conterno (Monfortino) é considerado o maior produtor. Bruno Giacosa, Bartolo Mascarello e Giuseppe Rinaldi são referências tradicionais.
Harmonização piemontesa
Tajarin com manteiga e trufa branca de Alba. Agnolotti del plin em molho de brasado. Brasato al Barolo. Queijo Castelmagno com Barolo maduro. Para trufas brancas, escolha um Barolo de pelo menos 8–10 anos.


