Origem e história
O Vale do Ródano produz vinho desde a época romana, com a colina de Hermitage a ganhar fama no século XVII. A corte papal em Avignon elevou Châteauneuf-du-Pape no século XIV. A região foi uma das primeiras a estabelecer regras de denominação quando o Barão Le Roy de Châteauneuf-du-Pape foi pioneiro nos controlos de qualidade em 1923.
Terroir e clima
As íngremes encostas de granito do Ródano Norte ao longo do estreito corredor fluvial criam um clima continental temperado pelo vento Mistral. O Ródano Sul abre-se numa ampla paisagem mediterrânica com galets roulés (grandes pedras redondas) que retêm o calor. Esta divisão norte-sul cria duas zonas vitícolas fundamentalmente diferentes, unidas pelo Rio Ródano.
Denominações-chave
As prestigiadas denominações do Ródano Norte incluem Hermitage e Côte-Rôtie para a Syrah de grande guarda, Cornas para tintos poderosos, e Condrieu para os brancos aromáticos de Viognier. O Ródano Sul é dominado por Châteauneuf-du-Pape, onde até 13 castas podem ser misturadas. Gigondas, Vacqueyras e Rasteau oferecem excelente valor. Côtes du Rhône e Côtes du Rhône-Villages cobrem a área mais vasta.
Vinhos emblemáticos
- E. Guigal La Landonne (Côte-Rôtie) — lendária Syrah de parcela única
- Chapoutier Hermitage L'Ermite — Syrah de videiras velhas do cume da colina
- Château Rayas (Châteauneuf-du-Pape) — Grenache puro de estatuto mítico
- Condrieu de Georges Vernay — a referência para o Viognier