Origem e história
Imigrantes silesianos estabeleceram-se no Barossa na década de 1840, plantando videiras ao lado das suas igrejas luteranas. Ao contrário da maior parte do mundo, o Barossa nunca foi atingido pela filoxera, preservando videiras que estão agora entre as mais antigas do mundo. O Penfolds Grange, produzido pela primeira vez por Max Schubert em 1951, tornou-se o vinho mais famoso da Austrália e demonstrou a capacidade do Barossa para tintos de classe mundial. A Old Vine Charter protege agora este património insubstituível.
Terroir e clima
O clima mediterrânico quente do Barossa produz vinhos plenamente maduros e ricos. O chão do vale do Barossa situa-se a 240–340 metros com solos aluviais profundos sobre argila e pedra ferrosa. O Eden Valley, uma sub-região de maior altitude (380–600m), é significativamente mais fresco, destacando-se com Riesling e Shiraz mais elegante. Os solos Pré-Câmbricos antigos, com 500 milhões de anos, contribuem com uma dimensão mineral ausente nos terroirs mais jovens.
Denominações-chave
O IG Vale do Barossa abrange o quente chão do vale, produzindo o Shiraz poderoso e concentrado característico da região. O Eden Valley, classificado separadamente, acrescenta fineza de clima fresco tanto para o Shiraz como para o excelente Riesling. Dentro destas, os principais sub-distritos incluem Marananga, Ebenezer e Gomersal no chão do vale, e High Eden para os locais mais elevados e mais frescos.
Vinhos emblemáticos
- Penfolds Grange — o vinho mais celebrado da Austrália, principalmente Shiraz do Barossa
- Henschke Hill of Grace — Shiraz de parcela única de videiras de 1860
- Torbreck RunRig — Shiraz-Viognier intenso de videiras velhas
- Pewsey Vale The Contours Riesling (Eden Valley) — Riesling de clima fresco com potencial de guarda