Os dois mundos do Champagne
O Champagne funciona como duas indústrias paralelas. As Grandes Maisons (Moët & Chandon, Krug, Bollinger, Roederer) priorizam a consistência misturando centenas de parcelas. Os viticultores (RM) trabalham os próprios vinhedos, refletindo o caráter da colheita e a personalidade do local.
Códigos de rótulo explicados
NM (Négociant-Manipulant): casa que compra uvas. RM (Récoltant-Manipulant): viticultor que produz o seu próprio vinho — a garantia do Champagne de vigneron. CM: cooperativa. RC: viticultor que envia uvas à cooperativa. MA: marca branca.
As Grandes Maisons
Moët & Chandon produz cerca de 30 milhões de garrafas anuais. Krug fermenta tudo em barricas de carvalho com mínimo de 6 anos sobre borras. Bollinger destaca-se pelo estilo dominado por Pinot Noir. Dom Pérignon, Cristal e Comtes de Champagne representam o topo.
A revolução dos vignerons
Jacques Selosse em Avize demonstrou que o Champagne pode ser um vinho de terroir. Egly-Ouriet em Ambonnay produz Champagnes de excecional profundidade. Larmandier-Bernier pratica biodinâmica com dosagem zero. Cédric Bouchard produz vinhos de parcela única com zero dosagem.
Níveis de dosagem e valor
Brut Nature (0–3 g/L), Extra Brut (0–6 g/L), Brut (0–12 g/L), Demi-Sec (32–50 g/L). O Champagne de vigneron oferece 30–60% menos que garrafas comparáveis das casas: um blanc de blancs Grand Cru de vigneron custa 35–50 € contra 70–120 € de uma casa.
Os quatro distritos
Côte des Blancs: Chardonnay sobre cré. Montagne de Reims: Pinot Noir potente. Vallée de la Marne: Pinot Meunier. Côte des Bar: Pinot Noir sobre marga kimmeridgiana, com produtores visionários como Bouchard e Vouette et Sorbée.


